Tendências do mercado de loteamentos: o que os investidores devem observar nos próximos anos

 
Tendências do mercado de loteamentos: o que os investidores devem observar nos próximos anos Tendências do mercado de loteamentos: o que os investidores devem observar nos próximos anos

Investir em um lote deixou de ser apenas uma decisão relacionada ao preço do metro quadrado. Para quem busca construir patrimônio no longo prazo, a escolha do empreendimento envolve uma análise cada vez mais ampla, que considera localização, infraestrutura, planejamento urbano, desenvolvimento da região, perfil da demanda e potencial de valorização.


Esse movimento acompanha uma transformação no próprio mercado de loteamentos. Dados recentes do setor apontam para uma maior profissionalização dos empreendimentos e para a expansão da demanda em cidades do interior e centros urbanos de médio porte. Em São Paulo, o estoque de lotes disponíveis vem sendo reduzido, enquanto o mercado passa a atrair também novos perfis de imóveis.


Para os próximos anos, fique atento às tendências que o mercado já identificou e que vem ganhando força:


1. O interior continua no radar dos investidores

O crescimento das cidades médias e a busca por qualidade de vida, infraestrutura e acesso aos grandes centros vêm fortalecendo o mercado imobiliário fora das capitais. Nesse cenário, regiões com economia diversificada, boa infraestrutura urbana e conexão com importantes eixos rodoviários tendem a manter sua atratividade.


Jundiaí é um exemplo desse movimento. Localizada estrategicamente entre São Paulo e Campinas e próxima a importantes corredores logísticos, a cidade reúne características que favorecem o desenvolvimento urbano, a qualidade de vida e a procura por novos espaços para moradia.


Para Rafael Benassi, diretor da Applausi, o investidor deve olhar para o loteamento pensando não apenas no momento da compra, mas no desenvolvimento que acontece ao redor do empreendimento. "Um bom investimento imobiliário começa antes mesmo da compra do lote. É preciso olhar para a região, entender como ela está se desenvolvendo, quais investimentos estão chegando, como está a infraestrutura e qual é o planejamento urbano para os próximos anos. O valor de um terreno está diretamente relacionado ao potencial de transformação do lugar onde ele está inserido."


2. Planejamento urbano ganha cada vez mais peso

Outra tendência é a valorização de empreendimentos que oferecem mais do que terrenos. Projetos urbanísticos bem estruturados, áreas verdes, infraestrutura, espaços de convivência e integração com o entorno passam a fazer parte dos critérios de escolha tanto de quem compra para morar quanto de quem investe.


A própria evolução do setor mostra uma maior preocupação com planejamento e qualidade dos projetos. Ao mesmo tempo, o crescimento urbano exige atenção à capacidade de infraestrutura das cidades, tornando ainda mais relevante a análise da qualidade e da sustentabilidade dos novos empreendimentos. Para o investidor, isso significa observar não somente o lote, mas o conceito urbanístico que existe por trás dele.


3. Diferentes perfis de lote ampliam as possibilidades

O mercado também deve continuar oferecendo produtos para diferentes perfis de compradores e investidores. Lotes menores podem atender famílias que buscam uma porta de entrada para o mercado imobiliário, enquanto terrenos maiores e empreendimentos com maior estrutura podem atrair quem procura exclusividade, espaço e potencial de valorização.


Na Applausi, essa diversidade pode ser observada em diferentes projetos. O Vistta Castanho, por exemplo, oferece lotes a partir de 126 m² e está localizado na região Sul de Jundiaí, atendendo a um perfil que busca praticidade e possibilidade de construir de acordo com suas necessidades. O Villaggio Engordadouro reúne lotes de 250 m² e está inserido em uma região de expansão e valorização de Jundiaí. O Vitale Fernandes trabalha com lotes a partir de 384 m², além de uma área verde de mais de 29 mil m², oferecendo uma proposta voltada a quem valoriza terrenos mais amplos e contato com áreas verdes. No Lago Samambaia, os lotes partem de 500 m² e o empreendimento conta com mais de 31 mil m² destinados a áreas verdes e de lazer, em uma região tradicionalmente valorizada da cidade.


Mais do que apresentar produtos diferentes, essa variedade mostra como o mercado de loteamentos pode atender estratégias distintas de aquisição e formação de patrimônio.


4. Infraestrutura e qualidade urbana como fatores de valorização

Para quem investe pensando no futuro, infraestrutura é um dos pontos que não pode ser deixado de lado. A existência de vias de acesso, redes de água e energia, saneamento, áreas de lazer, espaços verdes e serviços no entorno contribui para a qualidade de vida e pode influenciar a procura pelo empreendimento ao longo do tempo.


Claudinei de Oliveira, gerente Comercial da Applausi, destaca que o comportamento do comprador também mudou. "Hoje, o cliente chega muito mais informado. Ele não quer saber apenas o tamanho e o preço do lote. Quer entender onde está comprando, o que existe no entorno, quais são os diferenciais do empreendimento e como aquela região pode evoluir. Para o investidor, essa análise é ainda mais importante, porque ele está pensando no potencial daquele patrimônio daqui a alguns anos", garante.


5. Investir em lote exige visão de longo prazo

O mercado imobiliário é influenciado por diferentes fatores econômicos, como juros, crédito, inflação e poder de compra. Por isso, a decisão de investimento deve ser feita com planejamento e considerando o horizonte de tempo de cada comprador.


Em um cenário de juros ainda elevados, o mercado tem demonstrado resiliência, mas também maior seletividade. Dados recentes mostram crescimento das vendas de imóveis novos mesmo diante do crédito mais restritivo, enquanto o segmento de loteamentos passa por um processo de acomodação, com absorção de estoque ainda consistente. Para quem pensa no longo prazo, isso reforça a importância de escolher empreendimentos com fundamentos sólidos.


O gerente Comercial reforça ainda que para falar com o investidor, não existe uma fórmula pronta e única. "O melhor lote é aquele que faz sentido para o objetivo daquela pessoa. Por isso, localização, infraestrutura, tamanho, perfil do empreendimento e estágio de desenvolvimento da região precisam ser analisados em conjunto. A decisão deve ser baseada em informação, e não apenas na expectativa de valorização", completa.IMG: Tendências do mercado de loteamentos: o que os investidores devem observar nos próximos anos


Para Rafael Benassi (foto), essa diversidade faz parte de uma visão de desenvolvimento que considera tanto as necessidades atuais quanto as transformações futuras das cidades. "Quando pensamos em um empreendimento, não pensamos apenas no lote que será comercializado. Pensamos no bairro que será formado, nas relações com o entorno, na qualidade urbana e em como aquele projeto poderá contribuir para o desenvolvimento da região. Essa visão de longo prazo é importante para quem vai morar e para quem está investindo", defende o diretor da Applausi.


Em um mercado cada vez mais seletivo, o investidor tende a olhar menos para uma promessa isolada de valorização e mais para os fundamentos que sustentam essa valorização. E, nesse contexto, localização, planejamento, infraestrutura, qualidade urbana e desenvolvimento regional são fatores que devem continuar entre os principais critérios para quem pretende transformar um terreno em patrimônio nos próximos anos.



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